Resumo em 30 segundos
- Casas Bahia enfrenta ações de despejo de lojas e galpões durante a recuperação judicial; entenda os aluguéis, a dívida e o que pode acontecer.
- A apuração registra 5 fontes consultadas.
- A versão mais recente foi verificada em 20/08/2026, 17:22.
A Casas Bahia enfrenta dezenas de ações de despejo envolvendo lojas, pontos comerciais e galpões logísticos em meio ao pedido de recuperação judicial do grupo. Os processos estão relacionados principalmente a contratos de locação e a cobranças de aluguéis.
Isso não significa que todas as unidades citadas serão desocupadas. Cada ação depende de análise e decisão próprias. Também não significa que a Casas Bahia faliu: a recuperação judicial é um procedimento criado justamente para tentar manter a empresa em funcionamento enquanto ela reorganiza suas dívidas.
Casas Bahia enfrenta ações de despejo durante recuperação judicial
A Folha de S.Paulo identificou dezenas de ações movidas por proprietários e administradores de imóveis, além de notificações de rescisão ou vencimento antecipado de contratos. Os casos alcançam lojas de rua, unidades em shopping centers e estruturas logísticas.
Entre os imóveis mencionados estão galpões em Contagem, em Minas Gerais, e São José dos Pinhais, no Paraná. A companhia incluiu estruturas desse tipo entre os ativos considerados importantes para a continuidade de sua operação.
Nos documentos judiciais, a varejista argumenta que as lojas físicas respondem por mais da metade de sua receita operacional e que a perda de pontos estratégicos pode prejudicar o plano de recuperação. Esse argumento será avaliado pela Justiça em cada disputa e não impede automaticamente a retomada de um imóvel pelo proprietário.
Por que proprietários estão pedindo o despejo?
As ações estão ligadas principalmente a alegações de falta de pagamento de aluguéis e ao descumprimento de condições previstas nos contratos de locação.
É necessário diferenciar dívidas anteriores do pedido de recuperação judicial das obrigações que vencem depois dele. Créditos anteriores podem ser incluídos na negociação com os credores, conforme o enquadramento jurídico. Já aluguéis correntes, em regra, precisam continuar sendo pagos para que o contrato permaneça regular.
A recuperação judicial pode suspender determinadas cobranças e atos contra o patrimônio da empresa, mas não cria proteção automática contra despejo de imóveis alugados. Como os prédios pertencem aos locadores, as ações podem continuar tramitando, e o resultado depende do contrato, da data da dívida, da situação do imóvel e das decisões do juízo competente.
Casas Bahia vai fechar?
Não há anúncio de encerramento completo da Casas Bahia. O grupo informou que pretende preservar suas atividades, manter os canais de venda e buscar uma solução organizada para o passivo durante a recuperação judicial.
Ao mesmo tempo, a companhia já reduziu sua rede e enfrenta disputas sobre imóveis específicos. Isso significa que determinadas lojas ou estruturas podem fechar, mudar de endereço ou ter o contrato renegociado sem que toda a empresa deixe de funcionar.
Portanto, a resposta correta é: a Casas Bahia continua operando, mas passa por uma reestruturação profunda e o futuro de cada imóvel discutido na Justiça ainda precisa ser decidido.
Quantas lojas da Casas Bahia serão fechadas?
O plano de redimensionamento divulgado pela companhia envolveu o fechamento de 298 lojas, número equivalente a aproximadamente 29% da rede informada antes dos cortes.
Essas 298 unidades fazem parte da reestruturação anunciada anteriormente. As novas ações de despejo não permitem somar outro número de fechamentos, porque processo judicial em andamento não é o mesmo que ordem definitiva de desocupação.
O Manchete Viral já explicou o fechamento das 298 lojas e os números de demissões divulgados na reestruturação. A nova informação é a disputa envolvendo contratos de locação de outras lojas, pontos comerciais e galpões.
Qual é a dívida da Casas Bahia?
O pedido de recuperação judicial informa um passivo de aproximadamente R$ 17,3 bilhões. O processo foi protocolado no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo e abrange o Grupo Casas Bahia e determinadas subsidiárias.
Segundo a companhia, a medida foi tomada diante da deterioração das condições econômico-financeiras, em um cenário de juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. A empresa também mencionou tentativas de captação de recursos que não foram concluídas.
O valor de R$ 17,3 bilhões se refere ao passivo apresentado no pedido. Ele não deve ser confundido com prejuízo trimestral, dívida líquida ou valor de mercado, que são indicadores diferentes.
Recuperação judicial significa falência?
Não. Recuperação judicial e falência são procedimentos diferentes.
A Lei 11.101/2005 estabelece que a recuperação judicial busca superar uma crise econômico-financeira, preservar a atividade empresarial, os empregos e os interesses dos credores. Durante o processo, a empresa apresenta uma proposta para reorganizar o pagamento de suas obrigações e continua funcionando sob acompanhamento judicial.
A falência envolve outro procedimento e pode ocorrer apenas se houver uma decisão judicial específica, inclusive em situações previstas na lei, como a inviabilidade ou o descumprimento do plano. Não existe decisão de falência da Casas Bahia nas fontes verificadas para esta publicação.
Recuperação judicial protege a empresa contra despejo?
Não de forma automática. A empresa pode pedir à Justiça a preservação de imóveis que considere essenciais, mas a alegação de essencialidade não garante que o contrato de aluguel será mantido.
Os proprietários têm o direito de cobrar obrigações contratuais e solicitar a retomada do imóvel. A Casas Bahia, por sua vez, pode contestar, negociar pagamentos ou demonstrar a importância operacional daquele ponto. O juiz analisa os argumentos e documentos de cada processo.
Por isso, não é correto afirmar que todas as ações serão suspensas nem que todas resultarão em despejo.
O que pode acontecer agora com a Casas Bahia?
O grupo deverá avançar na negociação de seu plano com credores enquanto administra os contratos de aluguel individualmente. Algumas disputas podem terminar em acordo, pagamento, renegociação, mudança de unidade ou decisão de desocupação.
No processo principal, a Justiça analisará a documentação e as etapas da recuperação, e os credores poderão se manifestar sobre a proposta apresentada pela companhia. As operações seguem abertas, mas a continuidade de lojas e galpões específicos dependerá das negociações e decisões judiciais.
O Manchete Viral atualizará esta matéria na mesma URL quando houver decisão relevante sobre os imóveis ou mudança oficial no processo. Veja também como o portal verifica fontes e atualiza notícias em andamento.
Fontes consultadas
- UOL — dívida e pedido de recuperação judicial confirmação jornalística nacional · consultada em 20/08/2026
- Grupo Casas Bahia — central oficial de resultados fonte corporativa primária · consultada em 20/08/2026
- Planalto — Lei 11.101/2005 sobre recuperação judicial e falência legislação oficial · consultada em 20/08/2026
- Reuters — pedido de recuperação judicial e resultado do grupo agência de notícias · consultada em 20/08/2026
- Folha de S.Paulo — ações de despejo de lojas e galpões cobertura do fato novo · consultada em 20/08/2026



