Resumo em 30 segundos
- Uma inundação na fronteira entre Nepal e Tibete deixou ao menos 157 mortos no lado nepalês e mais de 400 turistas desaparecidos, segundo autoridades e agências internacionais.
- A apuração registra 3 fontes consultadas.
- A versão mais recente foi verificada em 26/08/2026, 18:17.
Uma enchente de grandes proporções atingiu nesta quarta-feira, 26 de agosto, a região montanhosa entre o Nepal e o Tibete, deixando pelo menos 157 mortos no Nepal e mais de 400 turistas desaparecidos. O balanço é preliminar e pode mudar à medida que equipes de resgate chegam a áreas isoladas.
A tragédia destruiu casas, pontes, estradas e instalações de energia em vales próximos à fronteira chinesa. Do outro lado, em Gyirong, no Tibete, autoridades chinesas informaram três mortes e 265 pessoas desaparecidas após uma corrente de lama, pedras e água atingir a área.
O que provocou a enchente no Nepal?
As primeiras análises apontam para uma avalanche de gelo e rocha nas montanhas. Imagens de satélite analisadas por especialistas indicam que parte de uma geleira se desprendeu a cerca de 5.200 metros de altitude e desceu em direção ao vale, carregando gelo, sedimentos, água e grandes pedras.
O material alcançou o sistema de rios da região, incluindo o Lhende, e desencadeou uma inundação rápida. Vilarejos foram atingidos, veículos foram arrastados e importantes acessos ficaram bloqueados. O distrito de Rasuwa, uma das áreas afetadas, concentra rotas de comércio, turismo e projetos hidrelétricos.
Mais de 400 viajantes ainda são procurados
Autoridades do turismo nepalês relataram que mais de 400 viajantes e turistas estavam desaparecidos nas primeiras horas após o desastre. Entre eles há estrangeiros de países como Índia, Estados Unidos, Austrália, Reino Unido e Canadá, além de cidadãos nepaleses.
A região é usada por visitantes e peregrinos que seguem na direção de Kailash Manasarovar, no Tibete. Como as listas são verificadas durante as buscas, os totais podem ser revisados. A informação central neste momento é que centenas de pessoas ainda não foram localizadas.
Terremoto é investigado como possível fator
Um registro sísmico divulgado inicialmente indicou um tremor antes da avalanche. A relação entre um eventual terremoto e o colapso, porém, ainda não está comprovada. Especialistas e autoridades tratam essa hipótese como parte da investigação, não como causa definida.
O risco também não foi totalmente descartado para localidades abaixo do ponto do deslizamento. Bloqueios no curso de rios podem represar água e sedimentos, aumentando a preocupação com novas liberações repentinas. Moradores de áreas vulneráveis receberam alertas e algumas comunidades foram orientadas a buscar locais mais seguros.
Resgate enfrenta estradas destruídas e rios cheios
Helicópteros, policiais, militares e equipes de emergência foram mobilizados, mas a geografia do Himalaia dificulta o acesso. Estradas foram levadas pela água ou ficaram bloqueadas, e em alguns pontos as condições impediram o pouso de aeronaves.
Segundo a cobertura da Reuters e da Associated Press, a enxurrada afetou também pontes, comunicações e estruturas de geração de energia. A apuração sobre a origem exata do fenômeno continua, enquanto as operações se concentram em localizar sobreviventes e restabelecer o acesso às comunidades.
Esta matéria será atualizada na mesma URL quando houver novo balanço oficial de mortes, desaparecidos ou resgate.
Fontes consultadas
- Reuters — centenas desaparecidas após enchente na fronteira Nepal-Tibete agência de notícias · consultada em 26/08/2026
- Reuters — especialistas analisam possível colapso de geleira agência de notícias · consultada em 26/08/2026
- Associated Press — mortes e buscas no Nepal e na China agência de notícias · consultada em 26/08/2026



